Novas Palavras

Sexta-feira, Março 04, 2005

TEARS OF JOY!

THE TEARS have confirmed details of their hotly-awaited album.
The band, formed by the reformed Suede songwriting partnership Brett Anderson and Bernard Butler, release ‘Here Come The Tears’ on May 2.
It will be preceded by a single, ‘Refugees’ on April 18.

On the subject of the reunion, Anderson said: “The music is really, really inspiring. I don’t want to get dewy-eyed, but it’s so exciting to work with someone who cares so much about it.
“For years and years after Bernard left Suede it was me running the show, but now the stakes are raised. I feel like we are duelling with each other, in some kind of friendly competition. When we were at our best it was always like that, each trying to better each other.”

Tracks slated ‘Here Come The Tears’ include ‘Apollo 13’, ‘Imperfection’, ‘Ghost Of You’, ‘Two Creatures’, ‘Fallen Idol’, ‘Co-Star’ and ‘Brave New Century’.

Quarta-feira, Fevereiro 16, 2005

Luz ... um pouco de Luz, por favor !

Quando se chega ao limite do monólogo, aos confins da solidão, inventa-se — na falta de outro interlocutor — Deus, pretexto supremo de diálogo. Enquanto o nomeias, tua demência está bem disfarçada e ... tudo te é permitido. O verdadeiro crente mal se distingue do louco; mas sua loucura é legal, admitida; acabaria em um asilo se suas aberrações estivessem livres de toda fé. Mas Deus as cobre, as torna legítimas. O orgulho de um conquistador empalidece comparado à ostentação do devoto que dirige-se ao criador. Como se pode ser tão atrevido? E como poderia ser a modéstia uma virtude dos templos, quando uma velha decrépita, que imagina o Infinito ao seu alcance, eleva-se pela oração a um nível de audácia ao qual nenhum tirano jamais aspirou?

(Senhor, dá-me a faculdade de jamais rezar, poupa-me a insanidade de toda adoração, afasta de mim essa tentação de amor que me entregaria para sempre a Ti. Que o vazio se estenda entre o meu coração e o céu! Não desejo ver meus desertos povoados com Tua presença, minhas noites tiranizadas por Tua luz, minhas Sibérias fundidas sob Teu sol. Mais solitário do que Tu, quero minhas mãos puras, ao contrário das Tuas que sujaram-se para sempre ao modelar a terra e ao misturar-se nos assuntos do mundo. Só peço à Tua estúpida onipotência respeito para minha solidão e meus tormentos. Não tenho nada a fazer com Tuas palavras. Conceda-me o milagre recolhido antes do primeiro instante, a paz que Tu não pudeste tolerar e que Te incitou a abrir uma brecha no nada para inaugurar esta feira dos tempos, e para condenar-me assim ao universo, à humilhação e à vergonha de existir.)

Cioran

Quinta-feira, Fevereiro 03, 2005

Absolutely Notionless ...

Porto Alegre não bebe Coca-Cola

Por Pilar Rahola* - 29 de janeiro de 2005

O espírito de sacrifício dos combatentes utópicos é incomensurável. Oficialmente fazia um calor de 30ºC, somados a mais algumas dezenas de graus que ninguém sabia donde vinha e que aderia à pele como algo pegajoso. Entretanto em nenhum lugar do FSM se podia comprar a malvada Coca-Cola: "Está proibida em todo o recinto do Fórum" se apressou em me dizer uma altiva e linda mocinha saída da minha adolescência de pôsteres de Che Guevara e agora travestida em guerreira anti-globalização . Pois bem, o Fórum da Liberdade começa proibindo. Rogo inutilmente e me deparo com um professor barbudo com credencial não vencida de velho maoísta: "Este Fórum luta contra as multinacionais e contra a opressão americana!" Contra as multinacionais? Mas se todos aqui chegaram em aviões de companhias multinacionais? Mas se usam internet como loucos, que é uma invenção americana? E os telefones celulares para convocar os amigos? E o Michael Moore que se empanturra de Coca-Cola? Ainda com espírito provocador e acenando com um destes lencinhos palestinos que compõem a paisagem de fundo deste fórum, balbucio timidamente: "Sabem que a fábrica da Coca-Cola em Ramalá dá empregos a dez mil palestinos? Como esse boicote é feito lá?" Mas recebi o desprezo do velho revolucionário e seus iluminados alunos e decidi matar minha sede com um guaraná não-globalizado que não suaviza minhas contradições mas ao menos atenua meu calor. A verdade é que o FSM possui grande diversidade e seria injusto não assinalar a quantidade de conferências, debates e projetos que têm como objetivo contornar as injustiças e encontrar novas fórmulas. Especialmente interessantes são aqueles que estão vinculados ao meio ambiente e aos direitos da infância. Modestamente o debate Dois Povos Dois Estados - O caminho da negociação no conflito palestino-israelense , organizado pela UNESCO, do qual eu participei junto com o professor palestino Manuel Hassassian e seu amigo israelense Edward Kaufman, conhecidos pacifistas, pôde ajudar a dar uma visão mais serena do conflito. Mas a serenidade não é precisamente o substantivo deste Fórum e aí estão as vaias e os gritos de "traidor" contra Lula; a proibição de que o prefeito de Porto Alegre, José Fogaça, visite o Fórum, apesar de ser o prefeito democraticamente escolhido e o convite para que Hugo Chavez seja uma das grandes estrelas. Foi um milagre não convidarem Muamar Kadafi! O lema que acompanha pomposamente o Fórum, outro mundo é possível , começa boicotando a livre circulação de produtos; proibindo a entrada de representantes legítimos e convidando presidentes populistas, expoentes do pior socialismo medievo. À partir daqui o Fórum é patrimônio dos setores mais ruidosos da extrema esquerda, cuja incapacidade para conseguir resultados eleitorais não os impede de se auto nomearem proprietários exclusivos dos grande conceitos de solidariedade. Não sei se outro mundo é possível, mas ainda acredito ser possível sonhá-lo, mas o que estou certa é que não o vejo no FSM. Não os vejo nos murais grafitados a favor da "heróica resistência iraquiana", convertendo os loucos assassinos que degolam seres humanos em heróis românticos. Não os vejo nos textos que equiparam a Alemanha Nazista aos EUA ou a Israel -- minimizando até a perversão do que significou o nazismo -- e leio sobre isto no mesmo dia em que o mundo comemora o sessenta anos da libertação de Auschwitz. Não o vejo na inexistência de uma mínima recordação, de uma mínima homenagem às vitimas do Holocausto. No Fórum onde outro mundo é possível, o desprezo às vitimas judias da Shoa é mais que evidente. Não, não vejo este novo mundo na simpatia com que são acolhidos países vítimas da maldade americana , como esta bonita democracia sobrecarregada de direitos humanos, chamada Irã.
E continuo: Inexistência de um mínimo discurso crítico para com as ditaduras dos petrodólares, mas ódio feroz a Israel. Lógico que não há duvida que todos os loucos que suicidam-se matando dezenas de pessoas pelo mundo inteiro são milicianos que lutam pela liberdade. Nenhuma análise sobre a ideologia totalitária do integralismo islâmico, mas uma consideração geral de que o único causador do problema mundial fala inglês. E o que mais me dói é a absoluta ausência de um panfleto, um papelinho, uma pequena frase para recordar os milhões de mulheres escravizadas em nome de Alá. Se fosse em nome dos Estados Unidos... Mas o FSM e tantos outros de seu estilo só se preocupam com as vitimas quando os "bandidos" ostentam Stars and Stripes ou a Estrela de Daví no peito. Vejam o presidente totalitário do Sudão, assassino de milhões de pessoas, não tem ninguém que o acuse no fórum da solidariedade. Existe o Sudão no imaginário do FSM? Um dia desses vão convidá-lo para que fale pelo Terceiro Mundo. Dizia um ditado que haveria outros mundos, mas que todos estavam neste. Passeando pelo Fórum de Porto Alegre, rodeada de toda estética cheguevarista em uso, suando uma gorda gota de um calor abrasador anti-multinacional , acompanhada das palavras de ordem da extrema esquerda -- a mesma que sempre traiu a liberdade -- tenho a impressão que um outro mundo existe e é possível. Mas este outro mundo não está neste Fórum Social Mundial. Se estes daqui com seus dogmas anti-liberais ; seu maniqueísmo; seu desprezo pelos valores da democracia; seus heróis terroristas e suas fobias têm que mudar o mundo, terão que voltar as velhas idéias de 68. Se vocês mudarem o mundo, parem-no, que eu vou descer!

* Pilar Rahola é escritora, ex-deputada do Parlamento Europeu, membro do Partido Socialista da Espanha e militante feminista. Esteve no Fórum Social Mundial a convite da Federação Israelita do Rio Grande do Sul (FIRGS) e corre mundo fazendo palestras defendendo Israel e o sionismo. Este artigo foi publicado originalmente em castelhano no jornal espanhol El País de Madri

Segunda-feira, Janeiro 10, 2005

Achtung Baby !

Estou relendo Feurbach ...

"Religion, at least the Christian religion, is the expression of how man relates to himself, or more correctly, to his essential being; but he relates to his essential being as to another being. The Divine Being is nothing other than the being of man himself, or rather, the being of man abstracted from the limits of the individual man or the real, corporeal man, and objectified, i.e., contemplated and worshiped as another being, as a being distinguished from his own. All determinations of the Divine Being are, therefore, determinations of the being of man" ....

Quarta-feira, Dezembro 29, 2004

Essa $%#¨@($ Não Funciona !!!!!!!!

Eu não consigo ajeitar essa bosta de sistema de comentários !!
As pessoas não conseguem fazer nenhum comentário e eu não sei como consertar isso.
Alguém pode me ajudar ???

Segunda-feira, Dezembro 20, 2004

Relendo Pessoa ...

... Quantos lêem Fernando Pessoa ? Muitos, talvez. Quantos compreendem? Poucos suponho ...

Caiero é nominalista ( fontes de Duns Scot e Guilherme de Ockham aos nominalistas do século XIV ). Apenas o ser singular percebido tem uma realidade.
De fato, qualquer nome só indica o ser singular do qual extrai a sua significação. Mas, na medida em que a significação é geral, e que apenas a coisa singular existe, qualquer nome ou conceito que queria referir-se a uma significação geral ou universal sem se referir às coisas individuais, é mentiroso e ilusório ! É no o ato de ver que se revela a "significação" das coisas, ou seja, o seu ser.

O que é ver ?

Quinta-feira, Dezembro 16, 2004

"....I couldn't love you more ..."

É a música da semana aqui no player ...

"The End Of The World"

Go if you want to
I never try to stop you know there's a reason
For all of this you're feeling low
It's not my call
You couldn't ever love me more
You couldn't love me more
You couldn't love...
Me...I don't show much
It's not that hard to hide you see in a moment
I cant remember how to be all you wanted
I couldn't ever love you more
I couldn't love you more
I couldn't love...
You want me to cry and play my part
I want you to sigh and fall apart
We want this like everyone else
Stay if you want to
I always wait to hear you say there's a last kiss
For all the times you run this way it's not my fault
You couldn't ever love me more
You couldn't love me more
You couldn't love...
I couldn't ever love you more
I couldn't love you more
I couldn't love...
You want me to lie not break your heart
I want you to fly not stop and start
We want us like everything else
...Maybe we didn't understandIt's just the end of the world...
Maybe we didnt understand
Not just a boy and a girl
It's just the end of the end of the world...
Me...I don't say much
It's far too hard to make you see in a moment
I still forget just how to be all you wanted
I couldn't ever love you more
I couldn't love you more
I couldn't love you more
I couldn't love you more
I couldn't love you more

[ The Cure ]